Sons do Mundo 2006
Festival Internacional de Músicas e Danças do Mundo





13 de Setembro
CHERNO MORE QUARTET (Bulgária, Sudão e siria)
Fusão de ritmos balcânicos com música afro-árabe

Não parece casual que quatro grandes músicos como Ivo Hristov, Nasko Hristov (Bulgária), Sallah Sabbagh (Siria) e Wafir Sheik (Sudão) se unam com a inquietude de buscar e criar um novo estlilo dentro da música de fusão. Neste caso concreto, a música tradicional sudanesa caracterizada pela sua influência afro-árabe e a música da Siria de rasgos puramente árabes com a música balcânica da Bulgária que se destaca pela su a influência otomana e pela música jazz que teve uma forte implantação no país após a queda do comunismo (folk jazz dos Balcãs).
O resultado sonoro deste projecto é uma brilhante fusão de temas tradicionais dos três países e também temas de criação própria, magistralmente interpretados com instrumentos tão diversos como: o clarinete búlgaro, o bongós sudanês de três caixas, o alaúde árabe, a darbouka, o acordeão e os karakeb gnawas.



14 de Setembro
Almakam (Marrocos)
Música e dança do Magrebe e Médio Oriente

Al-Andaluz desenvolveu uma música complexa e delicada que se inspirava nas culturas do Magrebe, da Espanha e do Médio Oriente.
O refinamento persa - através de Ziryab -, a sobriedade árabe e a jovialidade berbere fundiram-se com a herança hispano-visigoda e a Hebreia para criar no califato e nos reinos taifas uma arte autóctona.
O grupo ALMAKAM faz-se acompanhar de uma bailarina de dança oriental (dança do ventre) que reflecte através das suas danças o testemunho da herança de Al-Andaluz. Os movimentos inspirados por ritmos hipnóticos da música desenham formas com um sentido cénico muito subtil e digno de apreciar. Danças de poder e autoridade e de origem sagrada recriadas com elementos étnicos de estilo árabe são apenas alguns dos géneros de dança que este grupo representa em palco. Com este espectáculo, o espectador é transportado à época das Zambras (do árabe Samar), onde os mouriscos adornavam as suas veladas, nas quais se bailava e cantava ao som de instrumentos como o alaúde, a kamanya, a xababa, a darbouka ou as castanholas.



15 de Setembro
Kilema (Madagáscar)
Música tradicional de Madagáscar

Kilema é originário da cidade de Toliary situada ao Sudoeste da ilha de Madagascar. Em 1993 foi viver para Paris, onde alcançou uma projecção internacional na sua carreira artística. Nesse mesmo ano integra o grupo
“Justin Vali Trio”, no qual interpreta o Kabosy (bandolina do Madagascar) e o Katsá. Cenários como o Japão, Nova Zelândia e a participação no mitico Woodstock do ano 1994, para citar apenas alguns, permitiram dar a conhecer as tradições e cultura da Grande Ilha “Madagascar”, e o seu reconhecimento entre as principais músicas africanas.
Em 1997 Kilema cria a banda que adopta o seu nome. Depois de vários espectáculos em França, Itália e Espanha, Kilema apresenta em Maio de 1999 o seu primeiro disco, intitulado Ka Malisa.

Desde então, Kilema participou em inúmeros eventos relacionados com a World Music: Enmas Festival (Milão), Festival Espantapitas (Almeria), Intermusic (Parla), Etnimálaga (Málaga), FIG (Pinhal Novo), ETNOSUR (Jaén), Semana da World Music (San Marino), Festival Womad de Las Palmas, etc...

16 de Setembro
Zap Mama (Bélgica/Congo)
Ancestry in Progress
recebeu indicação ao Grammy de melhor álbum na categoria de World Music.

Filha de pai Belga e mãe Congolense, Marie Daulne mudou-se para Bruxelas aos 3 anos de idade, tendo sido aí onde começou a sua odisseia musical. Enquanto as outras crianças aprendiam na escola a tocar instrumentos clássicos, a mãe de Marie preferiu ensinar-lhe as polifonias dos pigmeus africanos. Foi então aos 18 anos que Daulne regressou ao Congo, onde deu origem ao grupo Zap Mama no ano de 1990.
Ao todo editaram são 5 álbuns. O primeiro álbum do Zap Mama - Adventures in Afropea (1993) - é estritamente vocal. Com o segundo álbum - Sabsylma ( 1994) - recebeu indicação ao Grammy de melhor álbum na categoria de World music. Estes foram os álbuns onde o Zap Mama desenvolveu realmente o poder e as possibilidades da voz feminina como instrumento musical.
Ancestry in Progress foi criado na maior parte nos Estados Unidos e traz o reflexo da "Urban Music" americana. Anthony Tidd e Richard Nichols (The Roots) produziram "Show Me the Way" e "Ca Varie Varie" . O produtor belga Phillippe Allaert assina a produção de "Sweet Melody" e "Yaku" - que incorpora, naturalmente, sonoridades mais europeias. Outro ponto marcante é o dueto de Marie Daulne e beat-boxer Scratch em "Wadidyusay?"
Neste disco é surpreendente a forma com que se explora o universo vocal em tons de jazz, blues, funk, r&b, rap e música africana.

Oficinas Sons do Mundo

13 de Setembro (Quarta-Feira)
17h00 - Workshop de percussões árabes com WAFIR SHEIK (90 minutos de duração) máximo 10 alunos – inscrição – 15 euros

14 de Setembro (Quinta-Feira)
11h00 - Continuação do Workshop de percussões árabes com WAFIR SHEIK (90 minutos) máximo 10 alunos
17h30 - Workshop de dança oriental egípcia - dança do ventre com a bailarina SHAKTI (60 minutos) máximo 15 alunos – inscrição 10 euros

Espectáculos
Grande Auditório

Inicio 21.30h
Plateia 10 € / Balcão 5 €

1 comments:

Mónica disse...

Estiveste bem...

mesmo mesmo muito bem

;)