De 31 de maio a 23 de junho, regressa o Junho em Cena – Mostra de Teatro, com a sua segunda edição. Esta iniciativa, inteiramente dedicada ao Teatro, tem como objetivo dinamizar e voltar a trazer à cidade uma tradição de Festival de Teatro, que há muito tempo se tinha perdido.

A edição deste ano conta com diversas novidades, como a itinerância de várias peças pelas freguesias rurais do concelho, ações de formação e a participação de grupos escolares e informais de Teatro.


 

31 de MAI. e 1 JUN. SEX. 10.30H, 11.20H e 14.30H e SÁB. 17.00H
Irrar, a partir da obra de Salette Tavares
Junho em Cena – Mostra de Teatro
Teatro | CAEP – CC  | 3€ | M/6 anos


“Irrar” é uma performance de cerca de 30 minutos, pensada para famílias, num máximo de quarenta pessoas de cada vez. Em cena estão cinco performers, que negoceiam entre eles possibilidades de errar para amar a humanidade. A partir das experiências literárias de Salette Tavares, brinca-se à fragmentação dos corpos, das sílabas e das palavras, colocando a cena a acontecer entre pedaços de espelhos. O espectador erra também, aproveitando a liberdade de ver para além do dia-a-dia. Os corpos, enquanto palavras, permitem um espetáculo sobretudo silencioso, falado em Língua Gestual Portuguesa.

Criação e Produção: UMCOLETIVO
Dramaturgia: Ricardo Boléo, a partir da obra homónima da Salette Tavares
Interpretação: Beniko Tanaka, Cátia Terrinca, Enano, Janice Iandtriksy e Zetho Cunha Gonçalves
Cenografia: Bruno Caracol
Figurinos e Adereços: Raquel Pedro
Luz e Som: João P. Nunes
Mediação: Rui Salabarda Garrido
Apoio ao Movimento: Daniel Gorjão
Parceiros: Escola Secundária de S. Lourenço (Portalegre), Câmara Municipal de Portalegre, Sublime X
Coprodutores: CAE Portalegre, Cine-Teatro Louletano


1 JUN. SÁB. 21.30H
Que corpo é este que anda por aí
Junho em Cena – Mostra de Teatro
Teatro | GA | 5€ | M/16 anos


“Que corpo é este que anda por aí”, é um espetáculo que discorre sobre a passagem do tempo no corpo. Como lidamos com as transformações ocorridas ao longo do tempo, ligamo-nos a uma ideia de vida, ou a uma ideia de morte?
Com uma natureza interdisciplinar, pretende desafiar as relações do corpo na contemporaneidade, através da interação entre a dança, performance, teatro documental e a lógica metodológica das ciências sociais.

Direção Artística: Maria Belo Costa
Cocriação e Interpretação: Cláudia Gaiolas, Maria Belo Costa e Sara Afonso
Dramaturgia: Silvia Pinto Ferreira
Investigação e Entrevistas: Rita Barreira
Paisagem Sonora: Defski
Desenho de Luz: José Martins
Figurinos e Apoio à Produção: Beatriz Filomeno
Fotografia e Design Gráfico: Helder Milhano
Consultoria Artística: Ainhoa Vidal, Paulo Ribeiro e Sofia Neuparth
Produção: Pé de Pano - Projetos Culturais
Coprodução: CAE Portalegre, Câmara Municipal de Castelo Branco, Festival Y/Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã

 


14 JUN. SEX. 21.30H
Ciclo in-ti-mis-ta - MAAC EME2024 Calligraphy com Vitor Joaquim, João Silva, Ulrich Mitzlaff
Electrónica | PA | 5€ | M/6 anos


Tal como refere Neil deGrasse Tyson, “não somos especiais porque somos diferentes; somos especiais porque somos feitos do mesmo que o Universo”.
Calligraphy é uma homenagem ao grande Universo em que vivemos, e também à forma como ele tão caligraficamente inscreveu a nossa existência na sua própria existência, tornando-nos frutos ocasionais capazes de rir, chorar, sentir a poesia e imaginar o infinito, durante breves momentos de respiração temporal.  Sabendo-o ou não, sentindo-o ou não, a verdade é que somos parte da caligrafia escrita pelo Universo.
Procurando enriquecer e diversificar a tipologia de oferta através de uma programação anual, programados e produzidos a partir da associação cultural MAAC, os EME apostam na criação, manutenção e sustentabilidade de criadores e de públicos, como forma de favorecer um ambi-ente regular de criação.

 



15 JUN. SÁB. 21.30H
Corpo Título, Uma criação Amarelo Silvestre com intérpretes convidados da Dançando com a Diferença
Junho em Cena – Mostra de Teatro
Teatro | GA | 5€ | M/16 anos

 

O corpo que todos julgamos e julgamos que os outros julgam.

Público e intérpretes reflectem-se num mesmo palco, num só corpo em cena. Um jogo de espelhos que tenta apontar os caminhos do aqui e do agora como mais e mais valiosos a cada dia que passa.
O que é o corpo? De quem é? Quem é? Quem tem direito a decidir sobre? O que tem? O que carrega? De que é o feito o interior? O meu é mais bonito que o teu? Posso olhar para o teu? Posso tocar-lhe?

Corpo singular com plurais.
Corpos presentes no corpo.
Corpos existentes no corpo.
Corpos diferentes no corpo.

Ficha Artística e Técnica:
Direcção Artística Rafaela Santos
Apoio à Direcção Artística Fernando Giestas
Interpretação Hélio Santos, Rafaela Santos e Tiago Santos Peres
Intérpretes Convidados Cati Cardoso, Cuca Cappelle Calheiros, Fernando Vieira, Helena Oliveira, Inês Oliveira, Luísa Vaz, Mél Mendes, Natália Fonseca e Orlando Vicente / Companhia Dançando com a Diferença
Consultoria Artística e Direcção de Movimento Yola Pinto
Assistente de Movimento Mariana Tiago
Dramaturgia Alex Cassal e Rafaela Santos
Cenografia Carolina Reis
Consultoria de Cenografia Henrique Ralheta
Apoio à Cenografia Susana Loio
Desenho de Luz Wilma Moutinho
Sonoplastia Tomás Nobre
Figurinos Rafaela Mapril
Equipa Amarelo Silvestre Marlene Ramos e Susana Figueira Henriques (Produção Executiva), Carla Ramos (Gestão Administrativa e Financeira), Susana Loio (Consultoria Gestão), Rita Coelho (Mediação), Susana Rocha (Mediação Internacional), Maria Inês Santos (Redes Sociais), Rita Torcato (Assessoria de Imprensa), lina&nando (Grafismo)
Criação e Produção Amarelo Silvestre
Co-Produção Teatro Viriato (Viseu), Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) e Cineteatro Louletano (Loulé)
Residências Artísticas Castro Daire (Teatro Regional da Serra de Montemuro), Coimbra (Casa da Esquina), Lisboa (Biblioteca de Alcântara) e Barril de Alva (Trust Collective, parceria com o CITEMOR)
Parceria As Casas do Visconde e Junta de Freguesia de Canas de Senhorim
Apoio Câmara Municipal de Nelas e Companhia Dançando com a Diferença
Apoio Técnico A Escola da Noite, Mafia - Federação Cultural de Coimbra e Teatro do Montemuro
Apoio Logístico Borgstena, Lugar Presente e Patinter

A Amarelo Silvestre é uma estrutura co-financiada pela República Portuguesa - Cultura / Direcção-Geral das Artes (2023-2026)

Duração aprox. 60 min

Classificação etária M/16


 

19 JUN. QUA. 14.00H
Penelope
Junho em Cena – Mostra de Teatro
Teatro | GA | Entrada Livre | M/12 anos


Penélope, a partir da obra homónima e inédita da escritora Alice Sampaio, é um objeto artístico que começa por uma pergunta: e se semearmos esperança? Marcamos dois encontros agriculturais entre artistas e público - um e outro, uns e outros, estão unidos pelo tempo e pelo cuidado. Agora, Ulisses fala-nos como chuva. Na senda de um conjunto de espetáculos pensados para todas as infâncias, Penélope pode ser poema visual cujas raízes germinam histórias de amor.
Na sequência desta longa jornada, que se alia ao tempo da natureza e à esperança das palavras, iremos apresentar a vida e obra de Alice Sampaio, cujo livro “Penélope” deu título e matéria para a construção do espetáculo. O evento contará com a participação de Fernando Ramalho (Livraria Tigre de Papel), juntamente com Fátima Martins e Ana Sampaio, testemunhas diretas (e afetivas) da vida da falecida autora.

Criação e Produção: UMCOLETIVO
Interpretação: Cátia Terrinca
Apoio à Criação: Miguel Moreira
Dramaturgia: Ricardo Boléo
Cenografia: Bruno Caracol
Desenho de Luz e Som: João P. Nunes
Figurino: Raquel Pedro
Intervenção paisagística com apoio da Herdade do Freixo do Meio
Coprodução: CAE Portalegre, Teatro Nacional D. Maria II


 

22 JUN. SÁB. 21.30H
Maria a Mãe
Junho em Cena – Mostra de Teatro
Teatro | GA | 5€ | M/16 anos


A Sagrada Família, caixa rectangular de madeira onde se encontram as imagens de José, Ma-ria e Jesus, é um pequeno oratório portátil. Na porta lateral esquerda, estão escritos os nomes dos assinantes que pretendem acolhê-la em casa e seguir os ensinamentos da família de Na-zaré. O culto remonta ao século XV e existe de forma residual em algumas aldeias do país. Este oratório é o elemento cénico comum aos três textos, que integram “A Sagrada Família”, de Elmano Sancho: José, o pai; Maria, a mãe; Jesus, o filho.
“Maria, a mãe”, segundo texto da trilogia sobre a família, é um texto sobre a perda, a dor, a solidão, a velhice, o esquecimento e a morte.

Texto e Encenação: Elmano Sancho
Assistência de Encenação: Paulo Lage
Interpretação: Custódia Gallego, Duarte Melo, Elmano Sancho e Lucília Raimundo
Espaço Cénico: Samantha Silva
Figurinos: Ana Paula Rocha
Assistente de Figurinos: Carolina Furtado
Desenho de Luz: Rui Monteiro
Operação da Luz. Teresa Antunes
Desenho de Som: Frederico Pereira
Coprodução: Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Loup Solitaire


 

12 e 13 JUL. SEX e SÁB. 18.30H
Festival Internacional de Cinema PERIFERIAS - 12º aniversário
Cinema | PA | 4€ | M/12 anos


Com uma aposta focada no cinema documental e de autor, o Festival Internacional de Cinema Periferias celebra este ano a sua 12ª edição, de 9 a 17 de agosto. Trata-se de um marco significativo, que será assinalado com a realização de duas sessões especiais no CAE Portalegre.
     
Dia 12 Julho - 18.30h
A FLOR DO BURITI - Joao Salaviza & Renée Nader Messora
2023 - Brasil/Portugal - Drama - 124 min.
Através dos olhos da filha, Patpro vai percorrer três épocas da história do seu povo indígena, no coração da floresta brasileira. Incansavelmente perseguidos, mas guiados pelos seus ritos ancestrais, pelo seu amor pela natureza e pela sua luta para preservar a liberdade, os Krahô reinventam diariamente novas formas de resistência.
 
Dia 12 Julho - 22.00h
SOEMA MONTENEGRO – Concerto no Pátio da Casa – entrada livre
Pátio da Casa Café Concerto - Música Latino-Americana
Nascida na Argentina, a cantora, compositora e investigadora da voz latino-americana e ancestral reafirma a sua identidade musical, através do cruzamento de paisagens, sonoridades e experiências poéticas. Soema inspira-se nas tradições indígenas e na natureza, mantendo-se relevante e inovadora.
 
Dia 13 Julho - 18.30h
DEBAIXO DAS FIGUEIRAS - Erige Sehiri
2022 - Tunísia, Suíça - Drama - 92 min.
Entre as árvores, os jovens que trabalham na colheita de Verão desenvolvem novos sentimentos, flertam, tentam compreender-se mutuamente, encontram (e fogem de) ligações mais profundas.


 12 JUL. SEX. 21.30H
“O Último Fecha a Porta” de Carlos Cunha
Teatro | GA | 13.5€ | M/12 anos


Jorge (Nuno Pires) e Artur (Carlos Cunha) são dois amigos de toda a vida. São ambos sexagenários e ambos divorciados. Com a idade, passaram a preocupar-se mais com a saúde e decidiram que estava na altura de fazer exames médicos rigorosos. E a nossa história começa no dia em que Jorge vai buscar os resultados dos exames e descobre que… tem três meses de vida.
Minutos depois chama Artur para lhe dar a notícia. Choque. Só que Jorge toma a opção certa: para quem tem tão pouco tempo de vida, cada minuto conta. E, assim, com a ajuda (ou não) de Artur, decide criar uma lista de últimos desejos a cumprir em vida. Tudo aquilo que sempre quis fazer, mas que foi protelando ao longo do tempo. Esta é a hora de o fazer.
A partir daí, assistimos a uma conversa/reflexão sobre a vida, o amor, os sonhos, os erros, os medos, os desejos, os defeitos, etc… de dois homens iguais a todos os outros. Com os mesmos problemas e as mesmas questões que o comum mortal tem. Tudo num tom de comédia pura, acutilante… e sem questões que ficam por responder.
A juntar-se a este debate, teremos a presença de uma enfermeira brasileira (Erika Mota) que Jorge quer que o acompanhe nesta jornada, mas que, na verdade, só trará mais problemas do que soluções.
‘O Último Fecha a Porta’ promete ser uma comédia que não deixará ninguém indiferente, pois trata dos temas, que são os temas de toda a gente, e que nos fará rir de nós mesmos.