22 JAN. SÁB. 21.30H
Miguel Gromicho
Rock | GA | 5€ | M/6 anos


“Gromicho” é o segundo álbum da discografia de Miguel Gromicho - um disco de mensagens diretas que reflete o ambiente de sufoco com que a sociedade tem vivido, abordando temas como a exclusão social, os extremismos, a opressão, a identidade individual, a fé e a incerteza do futuro.
Gravado em casa em plena pandemia, o sucessor de “Sociedade Não Anónima” é caracterizado por uma sonoridade Punk/Rock e é constituído por canções cantadas em português, onde as guitarras voltam a ter um papel de destaque. O disco é agora apresentado ao vivo pela primeira vez e o espetáculo contará com a presença de alguns convidados.

 

28 JAN. SEX. 21H
Sonatas para piano de Beethoven – Recital 1/12
Por Tiago Mileu
Música Clássica | PA | 5€ | M/6 anos


É em Portalegre que as 32 sonatas para piano de Beethoven soarão - pela primeira vez desde que há registos sonoros (final do séc. XIX) - nos tempos originais, tocadas nas velocidades prescritas, coerentes historicamente.
As 32 sonatas para piano, escritas ao longo da vida, acompanham todo o percurso criativo de Beethoven - as lutas, anseios, confidências, afectos, esperanças - buscando e descobrindo, incessantemente, novos caminhos. Juntas, formam um monumental ciclo, basilar na história do piano e da música.
O pianista Tiago Mileu irá, ao longo do ano de 2022 e 2023, interpretar no CAE Portalegre, integralmente as 32 sonatas para piano do grande compositor alemão.

RECITAL I

Sonata n°1 em Fá menor, Op.2 n°1 (1793-5)
Allegro / Adagio / Menuetto: Allegretto / Prestissimo

Sonata n°2 em Lá Maior, Op.2 n°2 (1795)
Allegro vivace / Largo appassionato / Scherzo: Allegretto / Rondo: Grazioso

 

29 JAN. SÁB. 21.30H
A Margem do Tempo - EUNICE MUÑOZ 80 ANOS CARREIRA
Teatro | GA | 15€ | M/14 anos


Num espectáculo de final de carreira, aos 80 anos de palco, com texto de Franz Xaver Kroetz, escolhido pela actriz Eunice Muñoz, aos seus 92 anos de vida, com o mesmo esclarecimento que marcou toda a sua carreira, decidindo dividir a cena com Lídia Muñoz, sua neta, a quem desta forma passa o seu legado artístico.

Espectáculo encenado por Sérgio Moura Afonso, a convite das actrizes Eunice e Lídia Muñoz, encerra em palco um produto de invariável beleza e contemplação. misturando o naturalismo ao simbolismo, primando pela simplicidade dos gestos e dos olhares adensados por uma harmonia desconcertante presente na música orquestral de Nuno Feist.
Ao longo de sessenta minutos, assistimos a este fechar de carreira num texto que se revela uma longa didascália, sem diálogo e sem monólogo, onde Senhora Rasch, personagem partilhada pelas duas actrizes em cena, nos convida a assistir ao seu fim de tarde num dos seus dias repetidos igual a todos os anteriores.

O Teatro, aqui, como lugar de memória, põe-nos de fronte à humanidade de uma senhora Rasch mais velha, Eunice Muñoz, que relembra os seus dias levantados e repetidos, que se materializam numa mais nova senhora Rasch, Lídia Muñoz, que caminha invariavelmente em linha recta na direção do seu eu mais soturno e mais nostálgico.

 


5 FEV. SÁB. 21.30H
Madalena de Sara de Castro
Rede Eunice Ageas
Teatro Nacional D. Maria II
Teatro | GA | 10€ | M/14 anos


Cuidar dos mortos.
Pouco depois da estreia de Madalena, começou um mês e meio de confinamento.
Madalena era um espetáculo sobre a complexa figura simbólica de Maria Madalena, a cuidadora. É ela quem prepara o corpo de Cristo para as cerimónias fúnebres e também é a ela que é dado a conhecer o milagre da transcendência da carne. Nesse espetáculo, as atrizes atravessavam uma longa noite de luto — um processo que passa pela negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação — para resgatar o direito ao contacto com o corpo morto numa sociedade em que a morte foi higienizada, desmaterializada, tornada abjecta.
Madalena é hoje um outro espectáculo. Não se sabe bem o que é. Hoje, não só está interdito o contacto com o corpo morto, mas também o contacto com os vivos está condicionado. As inquietações agigantam-se depois de convivermos com um vírus que nos isolou fisicamente, que nos fez temer o outro, que fez com que funerais fossem proibidos, que deixou tantos morrerem sós. Madalena continua a lembrar-nos que, sem contacto, somos menos humanos.

direção artística: Sara de Castro
com: Ana Brandão, Carla Galvão, Cuca M. Pires, Madalena Almeida, Paula Só e Teresa Moreira
coro de voz falada - projeto Primeira Vez Ana Pereira, Graciete Silva, Hugo Louro, Nilza Rodrigues, Pedro Galhardo, Viviana Reis
Dramaturgia: Ana Pais, Sara de Castro
cenografia e figurinos: Marta Carreiras
desenho de luz: Rui Monteiro
desenho de som: Duarte Moreira
consultoria histórica: Liliana Caetano, Paulo Mendes Pinto
assistência de encenação: Cuca M. Pires
produção: Dentro do Covil – Produção e Criação Artística
co-produção: Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Viriato, Centro de Arte de Ovar
apoios: GTIST – Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico, Teatro Meridional, CAL – Primeiros Sintomas, TEC – Teatro Experimental de Cascais

 


11 FEV. SEX. 21.30H
Ciclo in-ti-mis-ta – Matt Elliott | Farewell To All We Know
Contemporâneo | PA | 5€ | M/6 anos


Matt Elliott é um músico e compositor inglês, que nos tem habituado à sua presença em Portugal, desde o início da sua carreira a solo em 2003, quando decidiu encerrar o capítulo musical dos Third Eye Foundation.
A última vez que nos visitou foi em 2017, já que os concertos que estavam marcados para 2020, em Portugal e em outros países, acabaram por ser cancelados. Deste modo, Matt Elliott acabou por não estrear ou até mesmo tocar os temas presentes em “Farewell to All We Know”.
Esta digressão será a oportunidade ideal de ouvir e ver ao vivo as músicas de “Farewell to All We Know” e outros temas já clássicos.
Uma coisa é certa: ninguém sai indiferente de um concerto de Matt Elliott.

 


18 FEV. SEX. 21.30H
Ciclo in-ti-mis-ta – JP Coimbra - VIBRA
Contemporâneo | PA | 5€ | M/6 anos


JP Coimbra | Piano e outros teclados/Laptop
Samuel Martins Coelho - Violino
Sara Nunes - Violino
Cristóvão Andrade - Viola d’arco
Carina Albuquerque - Violoncelo

JP Coimbra é um músico e compositor que conta já com mais de 25 anos de carreira, tendo produzido também música para cinema, teatro e dança. Elemento dos Mesa e de várias bandas como os Três Tristes Tigres, Goldfinger e os Bandemónio de Pedro Abrunhosa, apresenta-nos agora «VIBRA», o álbum de estreia do seu primeiro projecto a solo.
Lançado em Novembro de 2020, é um álbum de música instrumental que parte de gravações em alguns espaços característicos do Porto, como os corredores da Casa da Música ou as escadas rolantes da estação de metro do Marquês. Estes espaços foram tratados como instrumentos musicais, contribuindo com a sua volumetria para a composição, onde entra um piano, um quarteto de cordas e um grupo coral.
JP Coimbra é desde o verão deste ano, o único compositor português na prestigiada agência de Publishing Manners McDade. Em setembro, foi editado «VIBRA» digitalmente em todo o mundo atraves da Cognitive Shift Recordings.

 


19 FEV. SÁB. 21.30H
Carolina Deslandes Duo
Pop | GA | 15€ | M/6 anos


Carolina Deslandes é um dos maiores nomes da actual geração de cantores e compositores portugueses. A sua carreira tem sido meteórica desde que entrou em cena pela primeira vez, estabelecendo-se como uma figura importante tanto no mundo digital quanto na música nacional contemporânea.
“Casa”, o seu terceiro álbum, após o lançamento foi direto para o nº. 1 do topo de vendas nacionais, tornando-se o álbum de estreia mais vendido em 2018. É vencedora do Grammy Latino na Categoria de Melhor Vídeo de Longa Duração, por “Mulher” e foi distinguida com o Globo de Ouro de Melhor Música por “Por um Triz” na XXV Gala.
Em Setembro de 2021, Carolina Deslandes lançou “Eco”, uma canção e vídeo, no prestigiado Colors, uma das mais importantes plataformas internacionais de música.
“Eco” evoca e homenageia Amália Rodrigues através do refrão de “Grito”.

 


24 FEV. QUI. 21H
Sonatas para piano de Beethoven – Recital 2/12
Por Tiago Mileu
Música Clássica | PA | 5€ | M/6 anos


É em Portalegre que as 32 sonatas para piano de Beethoven soarão - pela primeira vez desde que há registos sonoros (final do séc. XIX) - nos tempos originais, tocadas nas velocidades prescritas, coerentes historicamente.
As 32 sonatas para piano, escritas ao longo da vida, acompanham todo o percurso criativo de Beethoven - as lutas, anseios, confidências, afectos, esperanças - buscando e descobrindo, incessantemente, novos caminhos. Juntas, formam um monumental ciclo, basilar na história do piano e da música.
O pianista Tiago Mileu irá, ao longo do ano de 2022 e 2023, interpretar no CAE Portalegre, integralmente as 32 sonatas para piano do grande compositor alemão.

RECITAL II

Sonata n°3 em Dó Maior, Op.2 n°3 (1795)
Allegro con brio / Adagio / Scherzo: Allegro / Assai allegro

Sonata n°4 em Mi b Maior, Op.7 (1796-7)
Allegro molto e con brio / Largo, con gran espressione / Allegro / Rondo: Poco allegretto e grazioso

 


25 FEV. SEX. 21.30H
Ciclo in-ti-mis-ta – Simeon Walker
Contemporâneo | PA | 5€ | M/6 anos


Simeon Walker, um dos mais promissores compositores/pianistas ingleses, está de regresso ao nosso país, depois de ter tocado no Festival de Ano Novo em Vila Real, em 2020.
Desde o seu primeiro EP, “Preface”, que Simeon Walker se tem destacado na nova vaga de música clássica moderna. Os álbuns “Mono”, de 2017 e “Winnow”, de 2020, acentuaram ainda mais a toada melancólica da sua música, tornando os seus concertos em momentos íntimos e emotiv
os.

 


26 FEV. SÁB. 21.30H
Márcia
Pop | GA | 10€ | M/6 anos


Márcia é seguramente um dos talentos maiores da composição em língua portuguesa.
O início deu-se em 2009, com o EP “A Pele que Há em Mim”, seguindo-se os álbuns “Dá” (2010), “Casulo” (2013), “Quarto Crescente” (2015), gravado no Rio de Janeiro e “Vai e Vem” (2018).
No presente, Márcia apresenta um espetáculo impactante, em que as suas canções são pautadas por uma narrativa de luz muito personalizada.
O seu álbum Vai e Vem” é uma realidade e nunca a palavra consistência teve tanta propriedade como quando aliada ao nome Márcia.