7 JAN. SÁB. 17H
Concerto de Reis
Grupo de Cantares de Portalegre
Música Tradicional | GA | entrada Livre | M/4 anos


O Grupo de Cantares de Portalegre mantém a tradição de cantar os Reis.
No começo de um novo ano, o Semeador, não pode deixar de expressar os habituais votos de Bom Ano.
Fá-lo com o seu público fiel, partilhando melodias que são de todos nós, mas que há 33 anos o grupo faz questão de preservar, de guardar para as gerações vindouras.

14 JAN. SÁB. 21.30H
Sensible Soccers
Pop / Rock | PA | 8€ venda antecipada, 10€ no dia | M/4 anos


“Villa Soledade” é o novo disco dos Sensible Soccers, o segundo longa-duração na discografia da banda portuguesa.
O álbum resulta, em parte, do trabalho feito para o projeto “Paulo”, no âmbito do qual o grupo criou um espetáculo único, em colaboração com a artista visual Laetitia Morais.
“Villa Soledade” é composto por sete músicas originais e foi gravado entre o Verão e o Outono de 2015 nos estúdios do GNRation em Braga e no Centro de Estágio dos Sensible Soccers em Fornelo. Contou com a coprodução de Filipe Azevedo e João Moreira e masterização de Bo Kondren do Calyx Mastering Studios de Berlim.

21 JAN. SÁB. 21.30H
António Ataíde e os Impuros
Canção de Coimbra | GA | 8€ venda antecipada, 10€ no dia | M/4 anos


António Ataíde e os Impuros trata-se de um projeto em que a Canção de Coimbra se funde com outros géneros musicais.
A “impureza” surge como símbolo de liberdade e tolerância musical, e nele podemos viajar na diversidade musical universal, nunca abdicando das suas origens.
Tanto nos temas rearranjados, como nos temas originais, podemos escutar músicas de outros mundos, desde a bossanova ao jazz, passando pelo tango e roçando o clássico.

28 JAN. SÁB. 21.30H
Bang Comedy Gang
Stand-up Comedy | PA | 6 € | M/12 anos


Bang Comedy Gang é um grupo de pessoas que “faz coisas”. Uma delas é comédia de improviso e por isso vamos começar 2017 com improvisações alentejanas. 

Composto por Paulo Oliveira, Henry Ferreira, Rafael Santos  e Jorge Moura, terá em Portalegre um convidado muito especial, Eduardo Mauricio.
Vai ser uma noite imprevistamente divertida ou divertidamente imprevista. Pode escolher, como vai escolher tudo o que irá acontecer em palco!

4 FEV. SÁB. 21.30H
António Zambujo Solo
Pop | GA | 15 € | M/4 anos


António Zambujo é um dos nomes incontornáveis da música portuguesa atual, na medida em que soube construir uma identidade própria, que lhe tem valido reconhecimento, somando salas esgotadas, dentro e fora de Portugal, e vários prémios.
O seu percurso musical está traçado de forma distinta entre o Fado e o Cante Alentejano, num estilo único. A pulsação da sua música deixa perceber ainda uma frequência marcada pela Música Popular Brasileira [MPB], que tem sido progressivamente assumida e está particularmente presente no seu sétimo álbum, "Até Pensei que fosse Minha", um disco exclusivamente composto por canções de Chico Buarque, e gravado no Brasil sob a alçada do próprio.

11 FEV. SÁB. 16.30H
Concerto do 37º Aniversário do Orfeão de Portalegre
Coral | GA | 4€ | M/4 anos


O Orfeão de Portalegre completa 37 anos de existência. São 37 anos de bons momentos musicais na nossa cidade, mas também por todo o país e no estrangeiro. Vamos comemorar esta data, oferecendo a Portalegre um espetáculo musical, onde incluímos o Canto Coral, o Cante Alentejano e uma Banda Filarmónica. Este ano, temos o prazer de receber, para além do Orfeão de Portalegre, o Grupo de Cante “Os Lagóias” e a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Veirense.


18 FEV. SÁB. 21.30H
"Voz da Razão" - Luís Franco-Bastos
Stand-up Comedy | GA | 12€ | M/16 anos


Depois do enorme sucesso da sua anterior digressão, “Roubo de Identidade”, Luís Franco-Bastos regressa à estrada com um novo espetáculo a solo: “Voz da Razão”.
O novo material que Luís Franco-Bastos apresenta baseia-se numa nova perspetiva sobre o mundo, numa nova fase da sua vida, agora que atingiu a maturidade, tanto pessoal como artística.
Os comediantes dão a conhecer a pessoa que são através do seu material e o Luís Franco-Bastos que apresenta este espetáculo, não é a mesma pessoa que apresentou os seus espetáculos anteriores Passou por novas experiências, chegou a novas conclusões e a sua visão da política, do futebol, da sociedade, da música ou das relações entre homens e mulheres, é mais complexa e crítica.
A esquizofrenia vocal e as personagens que sempre o caraterizaram continuam presentes mas, através da voz dos outros, Luís Franco-Bastos exprime a sua própria. De todas as vozes que vivem na sua cabeça, passou a dar ouvidos principalmente a uma: a Voz da Razão.

25 FEV. SÁB. 21.30H
Linda Martini
Rock | GA | 8€ | M/4 anos


Pela terceira vez presentes no CAE, os Linda Martini são compostos por André Henriques, na voz e guitarra, Cláudia Guerreiro, no baixo, Pedro Geraldes, na guitarra e Hélio Morais, na bateria.
Em 2006, editaram o primeiro álbum: “Olhos de Mongol”, tendo sido eleitos pela Blitz como o melhor Álbum nacional.
Entre outras coisas, é na relação visceral da banda com o seu público que lhe notamos a particularidade no panorama nacional. Têm tocado nos maiores e mais prestigiados festivais nacionais: Paredes de Coura, Nos Alive, Rock in Rio, NOS Primavera Sound Porto, Festival Vilar de Mouros e são nomes recorrentes no país vizinho: Primavera Sound em Barcelona ou o mais recente Portugal Alive.
Em 2016, com a edição de “Sirumba”, pisaram pela primeira vez o palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, numa noite de festa e vozes em coro a cantar as novas e velhas canções.

4 MAR. SÁB. 21.30H
"Cordes, Out!"
Stand-up Comedy | GA | 12€ | M/16 anos


"Cordes, Out!" é o novo solo de stand-up comedy de Rui Sinel de Cordes, o quinto e último em Portugal, antes de levar o seu humor para o Reino Unido.
"Cordes, Out!" fala da vida, dos sonhos, mas acima de tudo da morte - ou pelo menos do Inferno que atravessamos até lá chegar.
Neste momento, isto não parece um espetáculo muito engraçado, mas estamos a falar de Sinel de Cordes, um especialista em transformar tragédias em gargalhadas. Afinal, cada exibição de "Cordes, Out!" será uma festa de despedida e de festas percebe ele…

11 MAR. SÁB. 21.30H
Joana Amendoeira
Fado | GA | 15 euros plateia, 10 balcão, 20% desconto associados montepio | M/4 anos


O apelo para o Fado surgiu a Joana Amendoeira ainda em criança e, com apenas 13 anos, sagrou-se vencedora da Grande Noite do Fado do Porto. Hoje, mais de 20 anos passados de vivência no Fado, nove discos gravados e após ter pisado alguns dos mais conceituados palcos um pouco por todo o mundo, Joana Amendoeira mantém-se fiel às sonoridades tradicionais, acrescentando uma atitude e energia que fazem dela uma fadista ímpar.
Em concerto, a artista revisita temas essências da sua carreira, não esquecendo alguns fados que integram o cancioneiro tradicional, bem como originais do seu mais recente álbum “Muito Depois”.
“Muito Depois”, com produção e direção musical do poeta Tiago Torres da Silva, é uma celebração ao sentido da vida, nos seus caminhos mais luminosos, como o amor, a amizade, a maternidade, passando, também, pelos lados mais sombrios como a desilusão, a perda, a solidão e a saudade.

18 MAR. SÁB. 21.30H
Capitão Fausto Têm Os Dias Contados
Pop / Rock | GA | 8€
| M/4 anos

A história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro capítulo em 2011, com “Gazela”, o seu álbum de estreia. Ali encontramos a urgência das canções juvenis, dos hinos pop que se cantam e sabem sempre a pouco.
Em 2014, “Pesar o Sol” chega aos escaparates. E é neste segundo álbum (muitas vezes o tudo ou nada de tantos artistas), que se impõem como uma das mais originais e criativas propostas do nosso país.
Em 2016, são as canções de “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” que os levam a superar todas as expectativas. Pouco mais de 30 minutos de música e palavras, em modo pop recheado de primor e requinte, que contam as estórias de vida de cada um dos Capitão Fausto, mas que são muito mais que isso, porque crescer é para todos.



14º Portalegre JazzFest 2017

Na sua 14ª edição, o Portalegre JazzFest volta a abrir o seu programa à diversidade do jazz dos nossos dias, tendo como único denominador comum dos vários projectos apresentados precisamente a sua contemporaneidade. São muitas as pontes estabelecidas pelas formações que vão actuar no CAEP – do jazz com a sua própria história e com uma ideia de futuro, do jazz com a pop, a folk, a música clássica contemporânea, a música livremente improvisada, o rock e o mais que venha a propósito ou mesmo a despropósito, sem tabus. Se o segundo fim-de-semana do festival é dedicado à cena norueguesa, com projectos fortes como Ballrogg e Friends & Neighbors, o jazz nacional marca igualmente uma relevante presença. A parceria entre João Hasselberg e Pedro Branco tem levantado algumas consideráveis ondas por onde passa e a que junta Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini vai fazer-se sentir nas próprias ruas de Portalegre, pois irá tocar para os transeuntes, sem se fazer anunciar. Como é de tradição, com todo este jazz chegam provas de vinhos e produtos regionais, na ideia de que alimentar os ouvidos funciona melhor quando também há uns petiscos para o estômago e uma boa pinga do Alentejo.


24 MAR. SEX. 21.30H
SHELTER
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

NATE WOOLEY Trompete
KEN VANDERMARK Saxofones tenor e barítono, clarinete
JASPER STADHOUDERS Baixo elétrico e guitarra
STEVE HEATHER Bateria


O projeto Shelter é apresentado pelos seus músicos como “o som do futuro, agora”. E assim é de facto, ainda que as premissas da música que tocam venham do passado. Estão elas no free jazz mais vernacular (aquele da transição da década de 1950 para a de 60 e que teve Ornette Coleman como principal arquiteto), e no pós-punk dos anos 1980, representado por bandas como This Heat ou The Fall.

O grupo é novo, mas decorre de uma série de cumplicidades anteriores e paralelas à sua constituição. Wooley e Vandermark (este no seu regresso ao Jazzfest), têm um duo desde 2013, já com dois álbuns editados. Vandermark e Stadhouders trabalham juntos nos Made to Break desde 2014, e o rasto que este coletivo está a deixar teve no início de 2017 o seu quinto disco. Por sua vez, Heather  contribui decisivamente para o International Improv Ensemble, de Jasper Stadhouders (do qual, acrescente-se a título de curiosidade, faz parte o português Luís Vicente). Ou seja, se a fórmula Shelter está fresca ainda, beneficia do sólido conhecimento que os seus promotores têm uns dos outros, e daí que cada um pareça adivinhar o que os demais vão fazer a seguir. Energia, liberdade e arrebatamento são as palavras-chave para descrever a música elétrica e cheia de riffs destes quatro magníficos.


25 MAR. SÁB. 21.30H
João Hasselberg & Pedro Branco
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

JOÃO HASSELBERG Contrabaixo
PEDRO BRANCO Guitarra
AFONSO CABRAL Voz
ALBERT CIRERA saxofone
JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA Piano
JOÃO LENCASTRE Bateria


A revista online norte-americana All About Jazz escreveu sobre o álbum “Dancing Our Way to Death” que é difícil definir a música que nele é tocada. Tenta a designação “jazz de câmara”, à falta de melhor rótulo, acrescentando ainda que o disco tem tanto de folk e de rock quanto de jazz, em linha, de resto, com o que ouvimos nos mais recentes projetos de João Hasselberg e Pedro Branco. E o que ouvimos interseta a tradição do jazz, aceita contributos da música dita clássica, incorpora o formato da canção popular e atravessa tudo isso com uma atitude renovadora a que não é estranho um conhecimento das vanguardas do jazz e de outras músicas urbanas do nosso tempo.

Diz esta parceria de músicos de Lisboa que a sua premissa foi, e é, “não excluir nenhum caminho interpretativo à partida”. E acrescenta: “tentámos ter presente uma liberdade entre nós dois, durante a criação e a execução, e ao mesmo tempo passá-la aos outros músicos que convidámos para esta aventura”. No palco, com eles, estará a maior parte do grupo que os acompanhou no estúdio, designadamente Afonso Cabral, Albert Cirera, João Paulo Esteves da Silva (de volta ao Jazzfest) e João Lencastre, todos eles conhecidos por não terem uma visão monolítica do jazz. Ou seja, a música que se vai ouvir ao vivo, tal como no CD, desfez-se de preconceitos e ganhou originalidade.


24 e 25 MAR. SEX e SÁB. 23.30H
PeterGabriel
14º Portalegre JazzFest | Bar Gémeos | Entrada Livre | M/12 anos

PEDRO SOUSA Saxofone tenor
GABRIEL FERRANDINI Bateria


O duo de Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini existe praticamente desde a adolescência de ambos os músicos, quando se conheceram na linha de Cascais e começaram a ouvir discos e a tocar juntos. Se mais tarde cada um deles seguiu o seu próprio caminho (Sousa entregando-se à eletrónica, com o projecto OTO, partilhado com outro amigo de juventude que também ganhou projecção pública, Pedro Lopes; e Ferrandini, aterrando no jazz e na música livremente improvisada do Red Trio e do Motion Trio, de Rodrigo Amado, depois de ter experimentado o punk, o ska, a bossa nova e mais). O certo é que, volta e meia, foi surgindo a oportunidade de voltarem a essa célula de trabalho original, a primeira de todas. O nome PeterGabriel para os identificar surgiu entretanto, e com uma tónica de ironia. Não que o universo do antigo vocalista dos Genesis estivesse assim tão fora do seu alcance. Pedro e Gabriel fizeram concertos e gravaram discos com Thurston Moore, fundador dos lendários Sonic Youth, e com Johan Berthling, membro da banda de culto sueca Tape.

Pelo caminho, Pedro Sousa trocou o sampling e a guitarra elétrica dos seus inícios pelos saxofones, formulando uma linguagem herdeira das de Peter Brotzmann e Mats Gustafsson, com incorporação das técnicas extensivas e de respiração circular, que definem as novíssimas correntes da improvisação experimental (chegou a ter lições de Jean-Luc Guionnet); e Gabriel Ferrandini estabeleceu uma abordagem muito pessoal da bateria, toda ela feita de texturas e dinâmicas desenfreadas. O jazz é o seu chão comum, mas no que fazem estão todas as músicas que também amam, para além do jazz, indo da MPB ao hip-hop alternativo, com tudo o que se pode imaginar pelo meio. Só que não é fácil reconhecer cada uma, tão misturadas ficam e tão sem casca, sem aparência, porque o que lhes interessa é mergulhar fundo no miolo do som.


31 MAR. SEX. 21.30H
BALLROGG
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

KLAUS ELLERHUSEN HOLM Saxofones, clarinete & field recordings
ROGER ARNTZEN Contrabaixo
DAVID STACKENÄS Guitarra


Num tempo de misturas de linguagens musicais, o trio Ballrogg não só está em linha com a tendência geral, como leva esta a desfechos que, expostos em papel, parecem improváveis. A música tocada por Klaus Ellerhusen Holm, Roger Arntzen e David Stackenäs pode ser descrita como a combinação do tipo de jazz elaborado, mas aberto, cunhado por figuras históricas como Eric Dolphy e Paul Bley, com a new music não-linear e indeterminista de um Morton Feldman e aquilo a que se convencionou chamar de Americana, associando em si folk, country e blues.

Todas estas referências vêm do outro lado do Atlântico, mas juntas, e da maneira como as ouvimos, têm o traço distintivo da música criativa que nos dias de hoje está a ser praticada na Escandinávia – tanto assim que ninguém mais no mundo poderia fazer com que algo assim de tão bizarro resultasse tão natural. Não surpreende, aliás, que um dos discos deste grupo tenha como título “Swedish Country”. Mas há mais nos temas dos Ballrogg, para além destas coordenadas, evitando a formulação de uma simples receita pronta a ser indefinidamente reproduzida: algumas situações musicais têm um formato neoclássico, lembrando os Clogs, e outras ganham uma dimensão eletroacústica com características ambientais e de paisagismo sonoro que nos remete para Philip Jeck.


1 ABR. SÁB. 21.30H
Friends and Neighbors
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

ANDRÉ ROLIGHETEN Saxofone tenor e clarinetes
THOMAS JOHANSSON Trompete
OSCAR GRÖNBERG Piano
JON RUNE STRØM Contrabaixo
TOLLEF ØSTVANG Bateria


Quando muitos defendem que o free jazz não pode ser melódico, os Friends & Neighbors fazem o contrário. E quando se espalha a noção de que homenagear os grandes nomes dessa corrente histórica do jazz, designadamente Ornette Coleman (a quem pilharam o nome do grupo), Archie Shepp, Pharoah Sanders e John Carter, impede que se toque uma música própria dos nossos dias, os noruegueses André Roligheten, Thomas Johansson, Oscar Grönberg, Jon Rune Strøm e Tollef Østvang provam o contrário. Em poucos casos, como o deste projeto vindo da Escandinávia, se pode dizer que a música do presente é feita com um ouvido no passado e o outro no futuro.

O neo/pós-free jazz dos Friends & Neighbors professa uma ideologia coletivista, em que os indivíduos que o criam têm espaço para encontrar a sua liberdade pessoal. Podem todos estar harmolodicamente combinados, à maneira de Coleman, mas este quinteto é na realidade a soma dos que o integram. Quando é a diminuição que se decide, por subtração de vozes em determinadas passagens, permanece a identidade do conjunto. Este procedimento resulta numa música que é livre de facto, mas flui com a cadência permanente de um rio. Improvisar, com estes músicos, não é deixar as coisas ao acaso e sim tornar o acaso numa forma de determinação.


31 MAR e 1 ABR. SEX e SÁB. 23.30H
Party Knüllers
14º Portalegre JazzFest | Bar Clube Lounge | Entrada Livre | M/12 anos

FRED LONBERG-HOLM Violoncelo, guitarra, eletrónica
STÅLE LIAVIK Bateria


Party Knüllers, assim se chama o duo de jazz de “garagem” e experimental formado por Fred Lonberg-Holm, uma das figuras de proa da cena de Chicago, e por Ståle Liavik, uma das forças motrizes da improvisação norueguesa, caracterizado por “uma obsessiva e divertida necessidade de inventar e explorar novos sons e novas formas de comunicação musical”, segundo a imprensa especializada. A abordagem que Lonberg-Holm faz do violoncelo já foi comparada com o que faz Thurston Moore, o guitarrista dos já defuntos Sonic Youth (que vêm introduzindo no rock um enorme fascínio pelo free jazz). Como este, o seu estilo pessoal é rico em harmónicos fragmentados, proporcionados pelo uso extensivo do pedal de distorção e pela eletrónica. Liavik é, pelo seu lado, conhecido por dar tensão às situações musicais em que se insere, por meio do seu entendimento fragmentário do ritmo e da percussão.

Se a dupla é nova, as colaborações entre estes músicos vêm de trás, quando ambos tocavam nos VCDC, de Frode Gjerstad e Stine Janvin-Motland, nos Gorilla Ass Piano, de Per Zanussi e em formações de Keefe Jackson e Jim Baker. Neste jazz do século XXI, cabem o rock, a música de dança, a improvisação livre e muito mais, ou não fossem esses os ingredientes do entendimento jazz, tanto em Chicago como em Oslo, cidades de referência da atual música criativa. Só músicos como estes poderiam ter tocado tanto com os Wilco (Lonberg-Holm), como com Phil Minton (Liavik).